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Anderson, o sapo enterrado


Só mesmo algo místico para explicar duas goleadas coloradas em apenas 30 horas sem o ex-camisa 8

Magia negra é um troço curioso. Pela internet não é difícil de encontrar umas doze ou duzentas "simpatias" e "receitas" para se atingir determinado objetivo. Nelas, um ingrediente é recorrente: os pobrezinhos dos sapos. É sapo seco na porta, boca de sapo costurada, olho de sapo na esquina, sapo amarrado na lua cheia... parece não haver limites para os poderes místicos do pererecante bichinho.

Em algum momento da história do mundo alguém percebeu que o bicho poderia auxiliar também em questões esportivas. Enterrar sapos em campos de futebol passou a ser fator decisivo tanto em títulos alcançados quanto em crises alastradas. Sapos enterrados sob goleiras, então, nem se fala. Ali, os animaizinhos prejudicaram goleiros e destruíram a vida de atacantes.

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Perceba que não importa, aqui, a atuação do sapo dentro de campo. O sapo não precisa errar passes para destroçar um time. Tampouco é necessário que ele erre gols para que o escrete tenha má sorte. Basta que o sapo esteja ali. A simples presença do sapo já é suficiente para fazer com que nada dê certo para o clube-alvo da mandinga.

É aí que entra o maior sapo da história do Sport Club Internacional.

Desde que Anderson passou a vestir vermelho, as coisas foram de ruim a péssimas. Com Anderson, o Inter viveu o pior ano da sua história. Com Anderson, conhecemos o fantasma que vai nos perseguir até o final das nossas vidas. Com Anderson, amargamos a temporada mais sofrida, os jogos mais frustrantes, os momentos mais lamentáveis. Para isso ele nem precisava entrar em campo. Assim como o sapo enterrado, bastava a presença do camisa 8 para que nada de bom nos acontecesse.

Na quarta-feira o Coritiba de Curitiba desenterrou o nosso sapo. Meteu as mãos no lodo abaixo do Beira-Rio e de lá retirou o que nos prendia à mediocridade, aquilo que nos acorrentava a uma infame e interminável sequência de fracassos. Anderson foi embora e, com ele, partiu também a nuvem de tristeza e agonia que ficava sobre o Gigante.

Duvida?

Em trinta horas sem Anderson o Inter goleou duas vezes. Antes o Inter não vencia. Agora o Inter GOLEIA. Goleia em casa, com os titulares. Goleia fora de casa com os reservas dos reservas. Antes era difícil vencer com o que de melhor tínhamos. Agora viajamos com o que de pior há no elenco e goleamos. Duas vitórias do Inter em trinta horas. Sete gols feitos em trinta horas. Duas classificações em torneios nacionais em TRINTA HORAS sem Anderson.

Ficamos agora na expectativa para o que este time pode conseguir em semanas sem o ex-camisa 8. Hepta gaúcho? E quando a marca chegar a MESES sem Anderson? Campeões da Copa do Brasil? E quando forem anos sem Anderson? Tri da América?!

O Mundial é o limite quando se desenterram os sapos. Esse negócio de magia negra é mesmo bastante curioso.