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PM reforça policiamento após presos serem levados à cadeia de Anápolis



Juíza ordenou que internos sejam transferidos para Aparecida de Goiânia. Reeducandos da POG foram levados para presídio não inaugurado.

A Polícia Militar reforçou o policiamento de Anápolis, a 55 km de Goiânia, depois que mais de 500 presos foram realocados para o presídio da cidade após um tiroteio que deixou 5 mortos e 35 feridos em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. De acordo com o comandante da corporação, o coronel Divino Alves, os policiais devem ficar no município por tempo indeterminado. “Eles permanecerão realizando o policiamento ostensivo preventivo aqui na cidade de Anápolis, pelo tempo que o comando da corporação entender como necessário a permanência deles nesta cidade”, disse o comandante.

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Na última sexta-feira (24), a juíza Lara Gonzaga de Siqueira determinou, a pedido do Ministério Público de Goiás (MP-GO), que os presos transferidos para a cadeia de Anápolis devem retornar para a Penitenciária Odenir Guimarães (POG) em Aparecida de Goiânia. Conforme a decisão, o prazo para que a determinação seja cumprida é de 15 dias.

Conforme o texto, a penitenciária em Anápolis não foi inaugurada por falta de licença ambiental, móveis e agentes prisionais. O documento cita ainda que a transferência “atropela as regras legais” e coloca em risco a segurança de Anápolis, já que houve aumento da população carcerária em 76%.

A promotora Adriana Marques informou que, ao saber da transferência, o MP-GO entrou com pedido para que os detentos retornassem à POG. Segundo ela, a realocação dos presos não poderia ter sido feita.

“Essa é uma decisão exclusiva do judiciário, da execução penal. Não pode ser do executivo, essa medida. O MP, tomando ciência disso, já providenciou requerimento tanto para que a superintendência de administração penitenciária, considerando a urgência, no prazo máximo improrrogável de 15 dias, recambie todos esses detentos para a comarca de origem”, disse.

A Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (SEAP) da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) informou por meio de nota que a transferência é de caráter provisório. Ainda conforme o texto, “foram tomados os cuidados necessários para garantir a ordem e a segurança na unidade de Anápolis durante a estadia dos detentos no local”.

Parentes de presos se aglomeram na porta do Presídio de Anápolis (Foto: Danila Bernardes/TV Anhanguera)

Motim Os 558 presos foram transferidos para Anápolis na quinta-feira (23) por motivos de segurança após o tiroteio. No entanto, na sexta-feira (24), eles provocaram um tumulto no local e, segundo a SSPAP, depredaram duas celas pedindo para retornar à POG.

Familiares dos presos se concentram em frente à unidade prisional em busca de notícias. O clima foi de apreensão depois que foram ouvidos barulhos de bombas no interior do presídio. Um dos membros da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Abrão Viana, afirmou que os detentos reclamaram de falta de estrutura no local. “Não tem nenhuma estrutura ainda, presídio foi ligada água hoje”, relatou.

O coronel Victor Dragalzew, superintendente executivo de administração penitenciária da SSPAP admitiu que o presídio não havia sido inaugurado, mas já está pronto para receber os detentos. Ele afirma que os presos devem ficar no local temporariamente até que os danos da POG sejam reparados. Quando isso ocorrer, eles serão recambiados.

A nova cadeia tem capacidade para 300 presos. Apesar disso, Dragalzew negou que haja superlotação no local e justificou afirmando que todos estão acomodados de maneira digna. "Tem áreas que podem ser aproveitadas lá para fazer a custódia. É uma situação que não tem muito o que fazer. Foi uma forma emergencial para solucionar o problema", pontuou.

Tiroteio entre presos deixou 5 mortos e 35 feridos em penitenciária de GO (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Mortes Segundo o assessor de comunicação da Polícia Militar de Goiás, tenente-coronel Ricardo Mendes, o tiroteio que deixou 5 mortos e 35 feridos ocorreu após um conflito presos das alas A, B, C, 310 e 320. “A confusão começou entre duas facções rivais e foi contida pelo sistema de segurança pública. Nenhuma fuga foi registrada”, afirmou.

Durante a confusão, morreram os presos: Thiago César de Souza, conhecido como Thiago Topete, líder de uma quadrilha de tráfico de drogas, apontada como autora de várias mortes, William Seixas Silva Barbosa, Alexandre Batista França, Alessandro Batista Laurindo e Raphael Campos Nóbrega.

A polícia realizou revistas após a confusão e encontrou sete armas que estavam com os detentos. O delegado Anderson Pimentel, que investiga as mortes, informou que a Polícia Civil também vai apurar como as armas chegaram às mãos dos reeducandos.

“Uma sindicância na agência prisional já foi instalada exatamente para que fosse apurados os motivos, as causas e as prováveis consequências desse ingresso desses instrumentos [armas] que não deveriam estar lá”, afirmou.

Falta de agentes O presidente da Associação dos Agentes Prisionais, Jorimar Bastos, comentou que a falta de servidores e a superlotação dos presídios dificulta o trabalho dos agentes ao precisar conter os presos. Segundo ele, 12 agentes atuavam no momento da confusão de quinta-feira.

“O Complexo é uma bomba relógio há 10 anos. A população cresce 7% ao ano, então em 10 anos ela cresceu 70% e não foi criada uma vaga, não foi contratado nenhum efetivo a mais para controlar isso”, disse.

A respeito da contratação de novos agentes, a Secretaria de Segurança Pública informou à TV Anhanguera que está tentando um acordo com o MP-GO para convocar as pessoas que foram aprovadas no concurso para agentes realizado em 2014. Sobre a falta de vagas, o órgão informou que serão construídos novos presídios em Goiás.