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Ex-servidora condenada por desvio de R$ 1,2 milhão se entrega na PF


Esgotaram-se chances de recursos e havia mandado de prisão contra ela. Pena é de 8 anos e 4 meses; fraudes ocorreram entre 1998 e 2007 em GO.


Marina Piau, ex-servidora condenada por desviar R$ 1,2 milhão, se entrega (Foto: Macello Dantas/O Popular)

A ex-servidora do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) em Goiás, Marina de Fátima Piau Ferreira, condenada por desviar R$ 1,28 milhão do órgão, se entregou na sede da Polícia Federal em Goiânia. Segundo o advogado dela, Hélio Francisco de Miranda, a defesa recorreu, mas se esgotaram as possibilidades de recurso e foi expedido um mandado de prisão contra ela. O defensor afirma que a cliente decidiu se antecipar, por isso, se apresentou.

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A ex-servidora se entregou na quinta-feira (9). Conforme o advogado, ela foi exonerada do Ibama em 2009, após responder por processo administrativo. Ela foi condenada pela Justiça, em 2012, pelo crime de peculato, por desviar verbas do órgão, onde atuava como coordenadora do setor financeiro. Segundo a denúncia, o golpe foi aplicado entre 1998 e 2007.

O dinheiro foi usado para pagar procedimentos estéticos, odontológicos e ajudar familiares, segundo a denúncia. O defensor da ex-servidora informou ainda que outros quatro denunciados por participar do desvio foram absolvidos.

Conforme o advogado, a primeira decisão estipulou uma pena de 5 anos e 10 meses de reclusão em regime semiaberto. No entanto, após o Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) recorrer pedindo aumento da pena, a punição passou para 8 anos e 4 meses de prisão, que é o período que ela deve ficar detida.

“Ela é ré confessa, desde o início assumiu tudo e está preparada para enfrentar a pena. Desde o início do processo ela está reclusa e se distanciou da família e dos amigos porque entendeu que estaria causando mal-estar a eles. Após os recursos, em fevereiro deste ano, foi emitido o mandado de prisão contra ela. Quando a informei disso ela disse que não queria esperar o cumprimento do mandado e queria se apresentar para pagar pelo que fez”, disse ao G1.

Ainda conforme o advogado, a pena inclui o pagamento de uma multa no valor de R$ 8,6 mil, que deve ser parcelada. A ex-servidora também deveria pagar o valor que desviou com correção monetária, no entanto, o defensor alegou que ela não tem condições financeiras de pagar.

“Ela vive de uma aposentadoria do INSS e da ajuda dos filhos, portanto, ela não vai conseguir pagar esse valor, que já deve estar em torno de R$ 2 milhões. No caso, ela fica negativada, em dívida com a união, essa dívida não é repassada para ninguém”, explicou.

Processo Na denúncia, promovida pelo MPF-GO em parceria com Advocacia-Geral da União (AGU), consta que Marina pagou, com parte da verba desviada, mais de R$ 50 mil para cirurgias estéticas e R$ 40 mil em tratamentos odontológicos.

Segundo a ação, Marina utilizava de seu cargo para fraudar documentos e desviar os recursos do Ibama, depositando o dinheiro nas contas dos familiares e laranjas. Em 2008, o instituto instaurou sindicância para apurar o caso e, no ano seguinte, ela foi exonerada pelo Ministério do Meio Ambiente.