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PF e MPF fazem operação para cumprir mandados em mais uma etapa da operação Lava Jato no RJ


Agentes prenderam Heitor Lopes de Sousa Junior, diretor Rio Trilhos, e visam cumprir outro mandado contra Luiz Carlos Velloso, subsecretário de Turismo do Estado. Investigação mira corrupção e pagamento de propina em contratos da linha 4 do Metrô.


Agentes da Polícia Federal chegaram pouco antes das 6h ao prédio onde mora Heitor Lopes de Sousa Junior (Foto: Cristina Boeckel)

Policiais federais cumprem dois mandados de prisão contra Heitor Lopes de Sousa Junior, diretor da Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro (Rio Trilhos) e Luiz Carlos Velloso, que foi subsecretário de Transporte do Rio no governo de Sérgio Cabral e segundo o site do governo do Estado, é o atual subsecretário de Turismo. A investigação é mais um desdobramento da Operação Lava Jato e mira corrupção e pagamento de propina em contratos da linha 4 do Metrô. Heitor foi preso em casa, na Lagoa, Zona Sul do Rio. E até as 6h50 ainda não havia informação sobre a prisão de Velloso.

Em depoimento, executivos da Carioca Engenharia indicaram que o esquema de corrupção que existia na secretaria Estadual de Obras do Rio, com a cobrança de propina das empreiteiras envolvidas em contratos bilionários de obras civis, também se repetia na secretaria estadual de Transporte.

As investigações da Lava Jato no Rio de Janeiro já levaram à prisão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), em novembro do ano passado. Ele foi preso na Operação Calicute, que descobriu o esquema de cobrança de propina em obras durante a gestão Cabral, que funcionou entre 2007 e 2014.


Agentes entraram no edifício na Lagoa, Zona Sul do Rio, às 6h desta terça-feira (14) (Foto: Cristina Boeckel)

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Cabral cobrava propina de empreiteiras para fechar os contratos com o governo do Rio. As construtoras, por sua vez, se consorciaram para fraudar licitações e sabiam previamente quem iria ganhar as concorrências. Na ação também foram presos: Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho, ex-secretário de governo do RJ; Hudson Braga, ex-secretário de obras; Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, sócio de Cabral na empresa SCF Comunicação; Luiz Carlos Bezerra; Wagner Garcia e José Orlando Rabelo.

A Calicute é um desdobramento da Operação Lava Jato e teve como base as delações premiadas do ex-dono da Delta Engenharia Fernando Cavendish, da empreiteira Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia – que afirmam terem pagado propina por obras como a do Marcanã, do PAC das Favelas e do Arco Metropolitano.