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Cachoeira e mais 15 são condenados por contrabando de caça-níqueis


Esta é a 3º condenação do contraventor dentro da Operação Monte Carlo. Justiça Federal pediu ainda perda de bens de todos os acusados, em Goiás.


Carlinhos Cachoiera foi condenado pela Justiça; cabe recurso (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

A Justiça Federal condenou o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e mais 15 pessoas apontadas como operadores de bingos e jogos de azar em Goiás, por contrabando de máquinas caça-níqueis. De acordo com o procurador da República, Rafael Parreira, esta é a terceira condenação de Cachoeira no âmbito da Operação Monte Carlo, a qual ainda cabe recurso.

“Este é um dos processos oriundos da Operação Monte Carlo. Desta vez é tratada exclusivamente a situação do contrabando de máquinas caça-níqueis, que era base de toda a estrutura da organização criminosa em que ele era o cabeça. Além da condenação, é pedido também a perda dos bens de todos os envolvidos, que foram adquiridos comprovadamente com dinheiro advindo do crime, da atividade ilícita da exploração de jogos de azar”, disse ao G1.

A decisão foi expedida no último dia 10 de março pelo juiz substituo Rafael Ângelo Slomp, da 11ª Vara do Tribunal Regional Federal da Primeira Região. Conforme consta nos autos, Cachoeira foi condenado a seis anos e três meses de reclusão em regime semiaberto, além da perda de três imóveis, um deles uma casa de luxo onde ele cumpre pena domiciliar. O G1 entrou em contato, por telefone, com os advogados de Carlos Augusto Ramos, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

A ação foi aberta pelo Ministério Público Federal (MPF-GO), que denunciou o esquema de contrabando dos equipamentos usados nas casas de bingo comandadas pelo contraventor no estado. Durante as investigações foram apreendidas 345 máquinas caça-níqueis em estabelecimentos ilegais ligados aos condenados.

Conforme consta no documento, não existe nenhuma lei brasileira que permita a importação ou a exploração das máquinas caça-níquel no Brasil, fato que, segundo o MPF, foi ignorado pelos envolvidos na exploração dos jogos.

"As máquinas foram trazidas para o país, o que é ilegal, e exploradas livremente nestes locais. Nesta ação foram condenados todos os intermediadores e donos destas casas de jogos de azar que funcionavam sob o comando de Cachoeira", explicou o procurador. Envolvidos Entre os condenados estão Lenine Araújo de Souza e Geovani Pereira da Silva, considerados pelo MPF "braços operacionais e de fiscalização financeira da quadrilha" comandada pelo contraventor


Carlinhos Cachoeira foi preso ano passado dentro da Operação Saqueador (Foto: Reprodução / TV Globo)

Operação Monte Carlo Acusado de chefiar um esquema de exploração ilegal de caça-níqueis em Goiás, Cachoeira já havia sido preso em fevereiro de 2012, quando a Operação Monte Carlo foi deflagrada pela PF e o Ministério Público Federal. Ele ganhou liberdade em 11 de dezembro do mesmo ano.

A operação revelou ligação entre o contraventor e o ex-senador goiano Demóstenes Torres (DEM). De acordo com o MPF, o ex-parlamentar é acusado de prática de corrupção e advocacia administrativa em favor de Cachoeira.

Desde então, Cachoeira já foi condenado pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha. A última condenação foi no dia 23 de setembro, por violação de sigilo funcional, com pena de três anos de prisão. Ele responde aos crimes em liberdade.

No dia 30 de junho de 2016, Cachoeira foi novamente preso, no condomínio de luxo onde mora, em Goiânia, durante a Operação Saqueador, deflagrada pela Polícia Federal. A ação teve como objetivo prender pessoas envolvidas em um esquema de lavagem de R$ 370 milhões desviados dos cofres públicos. Ele foi solto no dia 17 de agosto para cumprir pena em casa, em Goiânia.