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Exame descarta superbactéria no sangue de 15 bebês, confirma HMI


Unidade diz que ainda aguarda resultado de outras duas análises, em GO. Ala segue impedida de receber pacientes após morte de 2 bebês por KPC.


Dois bebês moreram por infecção de superbactéria no HMI, em Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Exames descartaram a infecção da superbactéria Klebsiella pneumoniae Carbapenemase (KPC) no sangue dos 15 bebês na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (Ucin) do Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia, segundo confirmou ao G1 a assessoria de imprensa da unidade. No entanto, ainda são aguardados os resultados de outros dois exames para atestar que não há mais riscos de contaminação. A Ucin segue impedida de receber novos pacientes desde a última sexta-feira (17), depois que dois bebês morreram por conta da superbactéria. De acordo com a diretoria técnica do HMI, o motivo da contaminação foi a superlotação da unidade de saúde.

Segundo o HMI, ainda faltam os resultados de uma análise feita na pele dos 15 recém-nascidos e outro sobre a presença da KPC nos ambientes do hospital. Esses laudos devem ser divulgados na sexta-feira (24). Apesar disso, um dos recém-nascidos que estavam em observação já recebeu alta médica na manhã de quarta-feira (22). Após a repercussão do caso, fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Goiás (STRE-GO) estiveram no local e encontraram diversas irregularidades, o que resultou em autuações.

À TV Anhanguera, o HMI informou que as irregularidades não têm relação com a KPC e ressaltou que as áreas onde foram detectados problemas passarão por reforma.

Transmitida em ambiente hospitalar, a superbactéria pode causar infecções sanguíneas, urinárias e generalizada, além de pneumonia. Os sintomas são febre, dor no corpo e dor na bexiga.


Pacientes começaram a ser transferidos do HMI, diz assessoria (Foto: Rodrigo Mansil/TV Anhanguera)

Medidas emergenciais Na terça-feira (21), uma reunião na sede do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) definiu prazos e medidas emergenciais para evitar a proliferação da superbactéria no hospital. Ficou decidido que 21 pacientes, internados na unidade naquela data, devem ser remanejados a outros leitos até esta sexta-feira.

Na ocasião, o secretário estadual de Saúde, Leonardo Vilela, disse que vai contratar dez leitos particulares para desafogar o HMI. Destacou também que quer acompanhar de perto o controle de vagas no sistema de regulação do município para evitar a superlotação da unidade. "Quando houve a superlotação do Materno Infantil, segundo o Doutor Donald, superintendente de regulação municipal de saúde, nós tínhamos 16 leitos de prestadores de serviço do SUS desocupados”, conta. Ele ponderou, ainda, que já está em fase final de licitação o processo de contratação da empresa que vai realizar uma reforma no HMI.

De acordo com a assessoria de imprensa do HMI, até as 11h desta quinta-feira (23), 12 pacientes já foram transferidos para outras unidades.