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MARCONI JOGA SEU FUTURO EM PROMESSA DE INVESTIR R$ 9,50 BILHÕES EM 2 ANOS



Evento do governo de Goiás no Centro Cultural Oscar Niemeyer | Foto Governo de Goiás

O governador Marconi Perillo lançou nesta quinta-feira (30) sua maior carta para a eleição de 2018, seja para eleger seu candidato a sua sucessão, o vice-governador, José Eliton, e prolongar por mais quatro anos os 20 anos de poder de seu grupo político, ou para se cacifar para um projeto político nacional.

Ao lançar o Programa Goiás na Frente, que prevê R$ 9,50 bilhões de investimentos em infraestrutura neste e no próximo ano, quando termina seu quarto mandato, Marconi disse ser este o mais “robusto” programa do Brasil e que duvida que algum Estado neste momento de crise econômica terá condições de fazer o mesmo que Goiás.

Suas palavras, enfatizadas por expressões como “muito trabalho”, “ousadia”, “coragem política”, expressaram sua estratégia política. Ele acredita que as obras que prometeu construir vão propulsionar a economia goiana e que essa alavancagem local repercutiria politicamente tanto no Estado quanto nacionalmente. Em consequência, seu projeto político estaria garantido.

Goiás investiu cerca de R$ 5 bilhões em infraestrutura entre 2011 e 2016, segundo Marconi confirmou no discurso, quase a metade dos R$ 9,50 bilhões que promete investir em menos de dois anos. Há também uma grande diferença entre as realidades econômicas atual com a de quatro anos atrás: a “maior crise econômica do Brasil” que se acirrou em 2015.

“Eu cuidei de todos os detalhes deste programa. Conferi todas as fontes de recursos, uma por uma”, disse para enfatizar que seu plano tem lastro financeiro. O governador também não se incomoda de incluir recursos de investimentos privados neste montante. Dos R$ 9,50 bilhões, R$ 2,9 bilhões virão de duas empresas particulares, a Enel, proprietária da Celg, e a Brookfield Ambiental.

A Enel, a Cadora Energia, do grupo Jalles Machado, o Grupo Novo Mundo e a Brookfields Ambiental participaram do evento no Centro Cultural Oscar Niemayer, e detalharam seus investimentos. Marconi acredita que pode reivindicar para si o crédito desses investimentos, porque eles são fruto da “visão ousada e corajosa” de sua gestão.

A subdelegação do saneamento básico para a Odebrecht em seu terceiro mandato, contrato assumido agora pela Brookfield Ambiental, e também de privatizatização da Celg seriam frutos dessa estratégia de gestão. “Esse dinheiro é indireto, mas ele é graças a nossa ousadia de viabilizá-lo”. E aproveitou para mandar recado para a oposição.

Afirmou que teve “coragem” de lutar “contra todos os populistas” que trabalharam contra a privatização da Celg, numa referência indireta ao senador Ronaldo Caiado (DEM). “O Estado nunca teria esse recurso para investir [em saneamento e energia]. Não teria. Se Goiás tivesse feito a privatização há dez anos teria sido muito melhor”. Em 2010, Marconi impediu a celebração do acordo entre o então governador, Alcides Rodrigues, e a Caixa Econômica Federal, para federalização da Celg e, em 2002, também desistiu da federalização que negociara com o então presidente Fernando Henrique Cardoso.

A cartada foi lançada. O sucesso da estratégia política do governador dependerá da execução de seu “ousado” programa. Ele certamente vai explorar política e eleitoralmente cada centavo investido nos próximos meses, mas também terá de arcar com a repercussão negativa se ao menos R$ 1 milhão dessa bilionária conta não chegar a seu destino, seja qual for o motivo.