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BRF de Mineiros reabre e prepara linhas de produção para retomar abate de aves


Segundo a empresa, planta volta a processar frangos e perus nesta terça-feira (11) após autorização do Ministério da Agricultura. Unidade estava interditada desde o início da Operação Carne Fraca.


Unidade da BRF em Minerios estava interditada desde deflagração da Carne Fraca (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

A unidade da BRF em Mineiros, na região sudoeste de Goiás, que estava interditada desde a deflagração da Operação Carne Fraca, reabriu nesta segunda-feira (10). Segundo a empresa, as linhas de produção estão sendo preparadas para retomar o abate de frangos e perus, procedimento que estava paralisado desde então. O trabalho, conforme a companhia, volta a ser realizado na terça-feira (11).

Em nota, a BRF informou que recebeu, no último sábado (8), a autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para o procedimento. A empresa destacou que a liberação ocorreu após "a realização de auditoria por parte do MAPA e a prestação de todas as informações que foram solicitadas pelas autoridades".

A unidade de Mineiros foi interditada logo após a deflagração da Operação Carne Fraca, no dia 17 de março deste ano. Segundo a empresa, na cidade, eram abatidos em média 115 mil frangos e 26 mil perus por dia.

Após a interdição, o frigorífico conseguiu junto ao Mapa autorização para enviar frangos para serem abatidos na planta de Rio Verde, também em Goiás, e perus na fábrica de Uberlândia, em Minas Gerais.

A BRF explicou que seguirá com o expediente, encaminhando "provisoriamente parte dos animais" para as estas unidades até que "nova avaliação dos impactos seja realizada" pela companhia.


Devido à interdição da planta, vários perus ficaram represados nas granjas (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Interdição da fábrica

De acordo com as investigações da Polícia Federal, a unidade da BRF em Mineiros, que é focada na produção de carnes de aves, estava contaminada pela bactéria salmonela e mesmo assim continuou exportando carne para a Europa.

Sobre as acusações, a BRF já havia informado, em nota, que "existem cerca de 2.600 tipos de Salmonella, bactéria comum em produtos alimentícios de origem animal ou vegetal”. Ainda conforme o texto, “todos os tipos são facilmente eliminados com o cozimento adequado dos alimentos”.

Além disso, a companhia afirmou que “a BRF não incorreu em nenhuma irregularidade”, já que “o tipo de Salmonella encontrado em alguns lotes desses quatro contêineres é o Salmonella Saint Paul, que é tolerado pela legislação europeia para carnes in natura”.

A companhia reiterou que cumpre as normas e regulamentos referentes à produção e comercialização de seus produtos, possui rigorosos processos e controles e não compactua com práticas ilícitas. A empresa ainda "assegura a qualidade e a segurança de seus produtos e garantiu que não há nenhum risco para seus consumidores, seja no Brasil ou nos mais de 150 países em que atua".

Sobre a interdição, a assessoria da BRF também já havia informado que ela ocorreu até que a empresa passasse as informações sobre a segurança e a qualidade dos produtos. A companhia informou, ainda, que está colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.


Operação Carne Fraca (Foto: Editoria de Arte/G1)