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Após negociação de dívida, Maternidade Dona Iris reabre ambulatório


Segundo a fundação que administra o hospital, o atendimento na unidade está normalizado e vagas já estão disponíveis para regulação da Secretaria de Saúde.

Hospital e Maternidade Dona Íris volta a atender pacientes (Foto: Murillo Velasco/ G1)

Após mais de 10 dias fechado, o Hospital e Maternidade Dona Iris reabriu o ambulatório e voltou a fazer exames, consultas e cirurgias eletivas, em Goiânia. De acordo com o diretor executivo da Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), que administra a unidade, José Antônio de Morais, a Prefeitura de Goiânia negociou o pagamento da dívida com a direção do hospital. Assim, as vagas para os procedimentos já foram disponibilizadas para a regulação da Secretaria Municipal de Saúde da capital (SMS).

Segundo o diretor, aos poucos o movimento de pacientes no hospital deve se intensificar. "Em questão de dias o fluxo de pacientes vai aumentar. O ambulatório está funcionando normalmente, com agendamento por meio da central de regulação da secretaria. Todo o atendimento de novos exames e agendamentos de cirurgias e consultas que haviam sido suspensas foram retomados", disse ao G1.

No último dia 4 de abril, a maternidade havia anunciado a suspensão de ultrassonografia, consultas e cirurgias por tempo indeterminado. Na época, os médicos que realizavam essas atividades foram remanejados para o plantão da emergência da ginecologia e obstetrícia.

Morais afirmou que a reabertura do ambulatório aconteceu depois de uma negociação da dívida da Prefeitura de Goiânia com a fundação. Segundo ele, a secretaria deve R$ 12 milhões de passivos trabalhistas, que devem ser pagos a longo praso, e R$ 6 milhões de dívida imediata que, de acordo com o diretor, devem ser quitados nos próximos meses.

"Foi acertado um cronograma com a secretaria e a gente crê que vai dar certo e continuaremos prestando todo o serviço à comunidade", disse Morais.

O G1 entrou em contato com a SMS, mas não obteve um posicionamento até a publicação desta reportagem.

Leitos reabertos

No dia 23 de março, o Espaço Jasmin, que conta que conta com 12 quartos e 24 leitos de obstetrícia e UTI neonatal, foi reaberto. A ala estava fechada desde dezembro do ano passado.

De acordo com o Ministério Público de Goiás (MP-GO), a medida ocorreu após uma recomendação do órgão junto à Fundahc. A promotoria pediu a reabertura do Espaço Jasmin para desafogar os atendimentos do Hospital Materno Infantil (HMI), onde dois bebês morreram por infecção da superbactéria Klebsiella pneumoniae Carbapenemase (KPC).

“O promotor Eduardo Prego nos explicou sobre a situação do Materno Infantil e, realmente, entendemos que não podemos deixar de atender a população. No entanto, a dívida da prefeitura continua e o MP-GO se comprometeu a cobrar da administração municipal a quitação desses valores”, relatou na ocasião o diretor-executivo da Fundahc, José Antônio de Morais.


Hospital e Maternidade Dona Iris tem problemas no atendimento desde dezembro do ano passado (Foto: Murillo Velasco/G1)