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“CADÊ O PREFEITÃO?”



Iris no aniversário da Guarda Municipal | Foto Paulo José/Prefeitura de Goiânia

O prefeito Iris Rezende fez uma rara aparição pública nesta quarta-feira (26), durante evento de comemoração do aniversário de 29 anos de fundação da Guarda Municipal. Em seguida, participou do programa Balanço Geral, da TV Record, onde falou sobre

Iris no aniversário da Guarda Municipal | Foto Paulo José/

Prefeitura de Goiânia

sua gestão. Passados mais de cem dias da posse, o prefeito tem aparecido pouco publicamente e menos ainda para explicar ações sobre sua gestão e dar respostas às queixas recorrentes da população.

“Ajuda nós. Cadê o prefeitão?”, perguntou nesta quarta-feira um ouvinte do programa Falando Sério, da Interativa FM, repetindo um bordão criado pelo apresentador José Luiz, para se referir ao silêncio de Iris. Logo depois da posse ele pediu prazo à população para arrumar a casa. Essa estratégia deu certo em suas administrações anteriores, mas não quer dizer que terá sucesso agora.

A sociedade mudou, as pessoas estão mais impacientes, a credibilidade dos políticos diminuiu e há uma vasta rede de comunicação disponível para manifestação do descontentamento dos público. Paralelamente os problemas da cidade também são mais expostos tanto pela mídia tradicional quanto pelas redes sociais.

O atendimento na saúde municipal continua precário em Goiânia. A Prefeitura lançou edital de chamamento para credenciamento dos médicos para resolver um problema, a falta de profissionais nas unidades, mas não conseguiu avançar na oferta de serviços.

Os motoristas da rede metropolitana de transporte coletivo farão assembleia neste domingo (30) para decidir se entrarão em greve. A data-base da categoria é em maio. No ano passado houve atraso na reposição salarial e há uma mobilização para que isso não se repita em 2017. As empresas alegam que só poderão reajustar salários com a revisão da tarifa.

A prefeitura recebeu a planilha de custo das empresas, a AGR (Agência Goiana de Regulação) autorizou o aumento da tarifa para 4 reais e a CMTC (Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo) disse que condicionaria a liberação do novo valor à melhoria do serviço. Um mês se passou e nada aconteceu, nem reajuste nem melhoria. Por fim, continuam as reclamações rotineiras de lixo acumulado em alguns bairros, cidade suja e ruas esburacadas.

O prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), é o oposto do prefeito goianiense. Segundo levantamento do site UOL, em cem dias Dória publicou 170 vídeos em sua conta no Facebook, de declarações, entrevistas a rádios e TVs, cobertura de ações, anúncios de programas e caminhadas surpresas pela cidade. Chegou ao cúmulo da indelicadeza de demitir a secretária de Assistência e Desenvolvimento, a vereadora Soninha Francine, em uma transmissão ao vivo.

Iris não precisa repetir os excessos do prefeito-marqueteiro, até porque o projeto político de Dória não é exatamente sua gestão em São Paulo, mas construir sua candidatura a presidente da República. Mas o silêncio de Iris também é um exagero. A transparência atualmente é um item de primeira necessidade de qualquer gestão pública. O prefeito deve explicações à cidade e precisa ser transparente.

Escolhas têm consequências políticas e o prefeito está colhendo as suas. Ao se isolar transmite uma mensagem, a de omissão diante das angústias da população, afinal, como diria o publicitário Duda Mendonça, comunicação não é só o que se diz, mas o que se entende do que se diz. Assim, Iris não deve se espantar com o surgimento de boatos como o de que estaria doente. Essa fofoca só se espalhou porque encontrou um campo fértil, seu isolamento.