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Salto qualitativo Colégios militares provam que gestão compartilhada faz diferença no ensino público


Com administração semelhante, governo garante que Organizações Sociais vão permitir que alunos tenham melhores chances de aprendizado


Alunos do CMPG em formação

As escolas estaduais que tiveram a gestão compartilhada com a Polícia Militar se tornaram referência no ensino público estadual no Estado e modelo para o País e seus resultados no ensino-aprendizagem.

Matricular os filhos nos Colégios Militares se tornou o sonho de dezenas de milhares de pais, que todos os anos participam da acirrada e rigorosa seleção de vagas das unidades escolares administradas pela PM.

Pais e estudantes veem nos Colégios Militares a alternativa e ideal em qualidade do ensino para as caríssimas escolas privadas, que comprometem a renda familiar em tempos de depressão econômica.

O ranking do Ideb mostra que as unidades estaduais geridas pela PM não ficam em nada a dever às melhores unidades particulares. “Queremos dar para os alunos das escolas públicas do Estado a qualidade e a eficiência das escolas particulares”, disse o governador Marconi Perillo nesta semana ao falar sobre a proposta de implantação de OSs nas escolas estaduais, em discussão com pais, professores e alunos.

A excelente performance dos colégios militares nos rankings do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Ministério da Educação tem relação direta com o modelo de gestão das unidades militares.

A afirmação é do Coronel Júlio Cesar Mota Fernandes, Comandante de Ensino da PM, responsável pelos 27 colégios militares de Goiás. Em 2011, o Colégio da Polícia Militar de Anápolis (Dr. Cezar Toledo) liderou a lista de escolas estaduais goianas no ranking do Ideb no ensino fundamental. A unidade conseguiu 7,0 pontos, relativos aos chamados anos finais (6º ao 9º ano). Foi notícia nos principais veículos de imprensa do País e tema de comentários em blogs de nível nacional, como do economista Luis Nassif.

No ano de 2013 foi a vez dos colégios da PM Carlos Cunha Filho (Rio Verde) e Hugo de Carvalho Ramos (Goiânia) subirem no pódio ao conseguirem a 2ª e 3ª melhores notas (6,7 e 6,3) relativas ao ensino fundamental. Foram superados apenas pelo Colégio Estadual Gilvan Sampaio, de Rubiataba, que obteve média 7,1.


Coronel Mota | Foto: Rodrigo Cabral Foco da PM na gestão permite atenção integral dos professores no ensino

O coronel Mota explica que, além do bom grau disciplinar dos alunos, que faz parte da filosofia das unidades militares de educação, a questão administrativa é uma das responsáveis pelo sucesso dos alunos destes colégios. De acordo com ele, o diretor da cada escola administra um recurso oriundo da Associação de Pais e Mestres (APM).

Assim, os professores podem ficar por conta da missão para qual passaram no concurso público: promover o ensino-aprendizagem, com foco no desempenho do aluno, com atenção personalizada.

A meta no caso das Organizações Sociais é a mesma: com a administração por conta da gestão compartilhada, os professores, pedagogos e psicólogos passam a trabalhar com atenção integral no ensino, melhorando as notas dos alunos, diminuindo a evasão escolar, reduzindo o déficit idade/série, e, como consequência, o crescimento da escola no ranking do Ideb.

Apesar dos recursos da AMPL serem obtidos por meio de contribuições voluntárias dos pais e dos próprios estudantes, são responsáveis por grande parte da logística administrativa das unidades.

Os problemas físicos das unidades são resolvidos rapidamente e, na maioria dos casos, de maneira preventiva. “Por conta da boa gestão, as pessoas trabalham em um ambiente de motivação. Produzem mais e são mais eficazes”, afirmou em relação aos professores dos colégios militares.

Comparando com a gestão compartilhada das OSs nos hospitais de Goiás, explicou o coronel, a co-gestão dos colégios com a Associação de Pais e Mestres tem resultado em economia e rapidez da gestão escolar. De acordo com ele, adquirir produtos e serviços, com recursos em caixa, ficam muito mais baratos.

“Os temporais que atingiram Goiânia há 2 meses, por exemplo, destelharam parte da quadra de esportes do (Colégio) Hugo de Carvalho Ramos. Não fosse a celeridade na aprovação por parte da PM da restauração da cobertura na contratação da mão de obra e da compra das telhas, a restauração do telhado não teria terminado”, revelou. Conforme o militar, um vaso sanitário com problemas é substituído em menos de uma semana.

Gestão compartilhada garante economia e melhor aplicação de verbas

O coronel Mota sustenta, ainda, que a gestão de recursos neste modelo viabiliza manutenções preventivas. Citou como exemplo a substituição das pastilhas de freios de um automóvel. “Se substituídas a tempo, as pastilhas não prejudicarão os discos de freios. Isso é economia”, exemplificou.

Por outro lado, os reparos realizados no Colégio da PM Ayrton Senna, por terem sido realizados com recursos do governo estadual, demoraram cerca de um ano para ficarem prontos. Um processo licitatório, explicou, demora em média 90 dias, caso não ocorra nenhum problema de ordem burocrática. “A Lei 8.666 (das licitações) é ótima porque coíbe a má utilização do dinheiro público, mas, por outro lado, é muito burocrática e atrapalha a logística administrativa.”

Cabe salientar que os colégios militares têm se destacado nas avaliações do Ideb, mesmo sendo escolas com turmas grandes, algumas delas localizadas em regiões com certo grau de vulnerabilidade social. Esses fatores, afirmam profissionais da Educação, dificultam o aprendizado. Outra constatação diz respeito à boa aceitação pela comunidade, já que todas elas possuem filas de espera.