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Adolescentes mortos por colega em escola de Goiânia serão enterrados hoje



Os corpos das vítimas da tragédia no Colégio Goyases, localizado no bairro Conjunto Riviera, em Goiânia, serão enterrados na manhã deste sábado na capital goiana. Os adolescentes foram mortos a tiros por um colega, filho de policiais militares, dentro da sala onde estudavam. Outras quatro pessoas ficaram feridas.

Conforme informou o Instituto Médico Legal (IML) ao Mais Goiás, os corpos foram liberados por volta de 21h40 de sexta para as famílias. Os adolescentes de 13 anos estão sendo velados em cemitérios diferentes da Capital.

João Pedro Calembo, o primeiro a ser morto pelo atirador, será enterrado no cemitério Memorial Parque. O enterro está previsto para as 10h. Ele se sentava na cadeira imediatamente atrás do colega, e era o alvo planejado pelo agressor, que reclamava de bullying.

João Vitor Gomes era tido como amigo do atirador. Ocupava uma cadeira na frente da turma do 8º ano do ensino fundamental do Colégio Goyases. O corpo do garoto será sepultado no cemitério Jardim das Palmeiras, às 11h.

No início da noite desta sexta-feira, pais, alunos, funcionários e professores da escola começaram uma vigília na porta da instituição onde o atentado aconteceu. Várias pessoas se mobilizaram no local acendendo velas e fazendo orações.

Adolescente se inspirou em Columbine e Realengo

Em entrevista coletiva à imprensa na tarde desta sexta-feira (20), o delegado Luís Gonzaga, da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais da Polícia Civil de Goiás, confirmou que um adolescente de 14 anos foi o autor do ataque com arma de fogo ocorrido no fim da manhã desta sexta-feira. O estudante já foi ouvido pela polícia. Segundo o delegado, ele afirmou que foi motivado por bullying e disse que se inspirou nos casos da escola de Columbine (ocorrido em 1999, nos Estados Unidos), e de Realengo (em 2011, no Rio de Janeiro). No depoimento, o estudante narrou que tinha intenção de matar apenas o colega autor do bullying contra ele, mas no momento do ataque, sentiu vontade de fazer mais vítimas.

A arma usada no ataque foi uma pistola que pertencia à mãe do adolescente, que é policial militar. Ele disse que achou a pistola escondida em um móvel da casa. Nem a mãe nem o pai, que também é policial militar, ensinaram o adolescente a atirar.

Ao retirar a arma da mochila para começar o ataque, ele chegou a efetuar um disparo acidental, mas não se feriu. O adolescente foi apreendido em flagrante delito.