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Mães denunciam que filhos foram agredidos por professora em escola pública no município de Rio Verde


Segundo elas, docente dava beliscões, enforcava crianças e obrigou uma delas a comer o lanche até vomitar. Ocorrência foi registrada na polícia; Secretaria de Educação também apura o caso.


De acordo matéria do G1 Go, três mulheres procuraram a Polícia Civil para denunciar que seus filhos, todos de 6 anos, teriam sido agredidos por uma professora na Escola Municipal Areno Martins Vieira, em Lagoa do Bauzinho, distrito de Rio Verde, sudoeste de Goiás. Segundo elas, a docente teria dado beliscões e enforcado as crianças, além de obrigar uma delas a comer o lanche até vomitar.

Em nota à TV Anhanguera, a Secretaria Municipal de Educação de Rio Verde informou que nem o órgão, nem a escola tinham sido informados pela família sobre o caso. O comunicado destaca ainda que “a denúncia está sendo apurada internamente e, caso seja comprovada, os responsáveis serão punidos na forma da lei.”

As mães relatam que a docente ameaçava os estudantes e os tratava com truculência, mas que as agressões começaram recentemente. Uma delas descobriu o que ocorria depois de ver um hematoma no filho. Ao conversar com outras mães, viram que as outras crianças também passaram pelo problema.

Elas registraram uma ocorrência na polícia na última quinta-feira (2). O G1 entrou em contato com a 8ª Delegacia Regional de Rio Verde, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

Um dos alunos, de 6 anos, contou como a professora agia. “Ela enforcava a gente perto da mesa, pegava nosso braço, jogava a gente na mesa, pegava nossos cabelos, levantava para cima, pegava nossas blusas e jogava no chão também”, disse.

Aluna diz que foi forçada por professora a comer lanche até vomitar (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)

Já uma menina, que também teria sido alvo da servidora, alegou que foi obrigada a comer o lanche. “Ela me obrigou, me forçou para comer e eu vomitei”, revela.

A mãe de um dos estudantes contou que que o filho está com hematomas e fica em pânico ao saber que tem de ir para a escola.

“Meu filho está com braço roxo. Então, eu não quero que meu filho estude lá mais, se aquela professa continuar. O meu filho chora quando começa a falar desse assunto. Ele entrou em desespero na casa da minha mãe. Ele não quer ir para a escola”, salienta.