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Audiência pública debate privatização do Eixo Anhanguera, em Goiânia


Representantes das empresas que gerem o transporte coletivo na capital e vereadores avaliam se opção é viável para melhorar qualidade do serviço, que é alvo de reclamações de passageiros.


Audiência pública que discute privatização do Eixo Anhanguera em Goiânia Goiás — Foto: Rodrigo Gonçalves/G1

Uma audiência pública discute a possível privatização do Eixo Anhanguera, em Goiânia, na tarde desta quinta-feira (21). A proposta, segundo os vereadores, é ouvir sugestões que possam mostrar a viabilidade ou não de passar o trecho à iniciativa privada. O encontro ocorre na Câmara de Vereadores e reúne, além dos parlamentares, representantes das empresas que gerem o transporte coletivo na capital.

A reunião foi proposta pelo vereador Denício Trindade (SDD). "Essa audiência permite um debate sobre a realidade do transporte. Não dá ainda para saber se a privatização é o melhor caminho, por isso temos que avaliar ouvindo os representantes do Governo e Prefeitura, além da população. O que não dá mais é ver o passageiro enfrentando problemas pela falta de segurança e manutenção", disse.

Segundo ele, a privatização é avaliada como alternativa para minimizar problema como a precariedade dos terminais, dos ônibus e do asfalto ao longo do corredor exclusivo do Eixo.

"Não dá para falar da viabilidade da privatização do Eixo sem avaliar o transporte como todo. Vai se privatizar só o Eixo ou a extensão também a Trindade, Goianira e Senador Canedo? Tudo vai ser discutido por um grupo de trabalho que foi criado com técnicos da Prefeitura e Estado", disse o presidente da Metrobus Paulo César Reis.

De acordo com Paulo, a primeira reunião do grupo será na terça-feira (26). "Temos que fazer um estudo de viabilidade. Até que tudo esteja definido, não acredito que a privatização, se confirmada, saia antes de um ano", afirmou.

O vice-prefeito de Aparecida de Goiânia, Veter Martins (SD), disse que acredita que o atual governo do estado precisa tentar investir no serviço como é atualmente.

“O governador acabou de assumir e já fala em privatizar. É muito cedo para se pensar nisto. O que tem que ser feito é investir para melhorar o serviço para a população”, disse.

A assessoria do Governo informou que a administração “está avaliando, sim, a possibilidade de privatização da Metrobus, mas antes disso realizará estudos técnicos para por em prática essa possibilidade, sem, claro, deixar de lado de suas responsabilidades com a população da Região Metropolitana de Goiânia”.

As discussões para passar o Eixo à iniciativa privada foi pauta de encontro entre o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), e o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), no último dia 15, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira.

Na ocasião, o prefeito disse que o caminho inicial é a devolução da concessão do Estado à Prefeitura que tem, por sua vez, o poder da privatização. Foi desse encontro entre os gestores que saiu a ideia de se criar o grupo de trabalho.

Diretor da CMTC, Benjamim Kennedy Machado, falou sobre a degradação do trecho nos últimos anos. "Os problemas se agravaram porque a demanda de passageiros foi aumentando e não houve o investimento necessário. Em 2014, por exemplo, sem parâmetro o serviço foi aumentando de 13,5 km para 75 km, sem garantir a capacidade de fazer a renovação de frota", disse Benjamim.

Ainda segundo ele, em 2014 eram 117 ônibus circulando no Eixo diariamente, mas este número caiu em 2017 para 78. "O ideal para atender a população seria manter os 117, mas hoje a Metrobus informou que já conseguiu avançar e colocar 99 para circular", afirmou o diretor da CMTC.

Sobre as críticas de falta de investimento do governo entre 2014 e 2017, a assessoria de imprensa do ex-governador Marconi Perillo informou que "na gestão passada, o Governo de Goiás fez a sua parte nos investimentos e melhorias, garantindo ao Eixo Anhanguera eficiência superior às demais concessionárias, especialmente no que se refere ao tempo das viagens e ao número de veículos em circulação".

Ainda conforme a nota, "a reestruturação orçamentária da Metrobus permitiu economia de 20% nas despesas operacionais, que foram revertidas para a operação do Eixo, com mais ônibus em circulação".