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Estudantes visitam em Goiânia, Centro de Radioacidentados da Saúde


Acidente com o Césio 137 foi há 32 anos


O acidente radioativo em Goiânia, em 1987, foi trabalhado por professoras de ciências da Escola Municipal Monteiro Lobato, que aproveitaram a oportunidade para levar 31 alunos do nono ano do Ensino Fundamental para conhecer o acervo do Centro Estadual de Assistência aos Radioacidentados Leide das Neves (C.A.R.A.), nesta quinta-feira, dia 16, em Goiânia.

Os alunos, que estão trabalhando o tema há alguns meses, levaram maquetes representativas do Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste (CRCN-GO), onde estão depositados os lixos radioativos.

A professora Jeanie Susy, que, também ministra aulas de física e química, foi a idealizadora do projeto, que integrou todas as disciplinas. Ela conta que tratar desse assunto é fundamental, pois faz parte da história de Goiânia e muitos estigmas sobre o tema ainda estão presentes na sociedade. “Precisamos levar conhecimento para os alunos, que propagam para os pais. A escola tem o papel de contar e estudar esse acidente conhecido mundialmente”, frisa.

Jeanie Susy disse que trazer os alunos até o C.A.R.A., unidade da Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO), serve para mostrar, na prática, por meio da historiadora responsável pelo acervo da unidade, como aconteceram os fatos tão divulgados na mídia. “Assim que descobri a existência do centro, já comuniquei a direção da escola que demonstrou interesse e já fez o agendamento aqui na unidade”.

A idealizadora conta que o projeto desenvolvido na escola busca abranger todos os alunos, dividindo as atividades conforme as séries. Os alunos do nono ano, última série oferecida na escola, são os únicos que participam da visita ao C.A.R.A., como encerramento para todo o estudo desenvolvido sobre o césio 137. “Aqui é o encerramento para esses alunos sobre o projeto Césio 137, e foi maravilhoso conhecer esse acervo, que retrata toda a história desse acidente”, comemorou.

Simulado

A aluna Alice Eduarda de Sousa Padilha, de 14 anos, conheceu o C.A.R.A. por meio do projeto da escola. Conta que fez várias pesquisas sobre o acidente nuclear e participou de diversas atividades desenvolvidas no ambiente escolar. Porém, visitar o centro foi fundamental para conhecer de perto o acervo sobre o Césio 137.

“Estudamos muito e conseguimos reproduzir o CRCN em uma maquete, com o centro de estudo e os morros onde estão os resíduos radioativos”, disse. Além da maquete, os alunos também fizeram um simulado, uma redação e assistiram a um documentário – todos voltados para o tema.

A responsável pelo acervo do C.A.R.A., Sueli Barreto de Queiroz, foi a anfitrião dos visitantes. A historiadora está na unidade há 14 anos, organizando o centro e dando aula aos alunos que visitam a unidade. Ela conta que esse trabalho é importante para minimizar o preconceito que ainda existe sobre o assunto. “Até hoje, 32 anos depois do acidente, recebemos alunos receosos sobre radiação, que temem por entrar aqui no C.A.R.A., que à época era o prédio da Vigilância Sanitária, responsável por analisar a cápsula radioativa”, comenta.

Além do acervo disponível para visitação, a unidade atua monitorando e atuando na promoção da saúde, prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças dos radioacidentados. É também referência no monitoramento epidemiológico, na informação e nos estudos sobre a exposição ionizante.

Fotos: Sabba Nogueira