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Drama e ficção marcam as estreias desta semana no Cine Cultura



Para quem vai passar o feriado em Goiânia, a dica é conferir as estreias da semana no Cine Cultura, unidade da Secretaria de Cultura de Goiás. Três produções recheadas de drama e ficção entram em cartaz na sala nesta quinta-feira, dia 23 de maio. No roteiro está o documentário O Chalé é Uma Ilha Batida de Vento e Chuva (imagem que abre a reportagem), da diretora Letícia Simões, que traz uma homenagem ao escritor Dalcídio Jurandir.

Outros destaques da programação são os filmes Inferninho (imagem acima), dirigido por Guto Parente e Pedro Diógenes, e Longa Jornada Noite Adentro, do diretor Bi Gan. Também segue em cartaz no cinema, em sua terceira e última semana de exibição, a produção Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, dos cineastas João Salaviza e Renée Nadar Messora.


O Cine Cultura funciona no prédio do Centro Cultural Marietta Telles Machado, na Praça Cívica, e o ingresso: R$ 8 (inteira), R$ 4 (meia). Apenas dinheiro. Às segundas-feiras tem promoção, com preço único de R$ 4.

Sinopses

Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos (2019, Brasil/Portugal, drama, 114 min, livre, diretor: João Salaviza e Renée Nadar Messora). Vencedor do Prêmio Especial do Júri na Mostra Un Certain Regard, do Festival de Cannes, o filme trata da história de Ihjãc, um jovem da etnia Krahô, que mora na aldeia Pedra Branca, em Tocantins. Após a morte do pai, ele recusa-se a se tornar xamã e foge para a cidade. Longe de seu povo e da própria cultura, Ihjãc enfrenta as dificuldades de ser um indígena no Brasil contemporâneo.

O Chalé é Uma Ilha Batida de Vento e Chuva (2019, Brasil, 72 min, livre, diretora: Letícia Simões). O documentário faz uma homenagem ao romancista Dalcídio Jurandir que, enquanto escrevia os livros que compõem sua saga de 10 volumes, subia e descia o Rio Tapajós de barco para trabalhar como inspetor de escola. Dalcídio Jurandir nasceu em 1909 e faleceu em 1979. Escreveu 11 livros, dez deles passados no Marajó. Neles, conta a saga de Alfredo, da infância em Cachoeira do Arari aos percalços da vida adulta em Belém, culminando no retorno ao arquipélago.

Em 1939, aos 30 anos, recém-saído da prisão por protestar contra a ditadura Varguista, Dalcídio aceita um trabalho que ninguém desejava: percorrer a maior ilha flúvio-marítima do mundo, inspecionando escolas públicas. Nessa viagem, escreve cartas para sua mulher, Guiomarina e para seu filho com nove meses de idade, Alfredo. Em 2017, a cineasta Letícia Simões viaja ao Marajó em busca dos personagens de Dalcídio.

Inferninho (2019, Brasil, 82 min, 12 anos, dir: Guto Parente e Pedro Diógenes). O filme aborda o amor e as relações não convencionais numa sociedade conservadora. A obra participou e foi premiada em festivais de temática LGBT, e estará na em cartaz na semana em que ocorre o Festival de Diversidade Sexual – Digo, em Goiânia, evento no Centro-Oeste brasileiro, que tem por objetivo estimular e promover a conscientização do público, no que diz o respeito integral aos direitos humanos e a inclusão. O festival será realizado de 23 a 29 de maio nos Cinemas Lumiere do Banana Shopping.

Ambientado todo dentro de um bar, o longa de Guto Parente e Pedro Diógenes, é uma tragicomédia inspirada nos melodramas das pessoas que não se enquadram nos padrões da sociedade. Na trama, Deusimar (Yuri Yamamoto) é a dona do bar Inferninho. Ela sonha em ir embora para um lugar distante, até conhecer Jarbas (Démick Lopes), um marinheiro que acaba de chegar e que quer fincar raízes. A história de amor dos dois muda completamente o cotidiano do bar e dos seus funcionários: Luizianne (Samya de Lavor), a cantora; Coelho (Rafael Martins), o garçom; e Caixa-Preta (Tatiana Amorim), a faxineira.

O filme teve estreia mundial no Festival de Rotterdam e já foi exibido em mais de dez países. Em Portugal, participou do Festival Queer Lisboa, onde levou o prêmio de Melhor Filme. No Brasil, foi o grande vencedor da XI edição do Janela Internacional de Cinema do Recife, com os prêmios de Melhor Filme e Melhor Imagem, do Júri Oficial, e de Melhor Filme, do Júri da Crítica. Também conquistou os prêmios Especial do Júri, da Première Brasil – Novos Rumos e o Prêmio Félix, ambos na última edição do Festival do Rio, e foi consagrado na Mostra Internacional de Cinema de São Luís como Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator.

Longa Jornada Noite Adentro (2018, China, 140 min, 12 anos, diretor: Bi Gan). Luo Hongwu retorna a Kaili, sua cidade natal de onde havia fugido há vários anos por causa de um assassinato que cometeu. O objetivo de Luo é reencontrar a mulher que ama, mas seu regresso toma outros rumos, isso porque as memórias da mulher que matou voltam à tona. O passado, o presente, a realidade e a imaginação começam a se confrontar.

Programação de 23 a 29 de maio

14h50 (todos os dias): Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos (114 min, livre)

17h (todos os dias): O Chalé é Uma Ilha Batida de Vento e Chuva (72 min, livre)

18h30 (todos os dias): Inferninho (82 min, 12 anos)

20h10 (todos os dias): Longa Jornada Noite Adentro (140 min,12 anos)