• Facebook Basic Square
  • LinkedIn Social Icon
  • Twitter Basic Square
  • Instagram Social Icon
  • YouTube Social  Icon
Buscar
  • TV PONTUAL

Desarticulada quadrilha que usava empresas de fachada para vender veículos roubados


Grupo causou prejuízo de R$ 50 milhões


A Polícia Civil apresentou nesta segunda-feira, dia 27, o resultado final da Operação Sétimo Selo, que desarticulou uma associação criminosa especializada em receptação e adulteração de veículos, em Goiânia. Conforme apurado pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), o grupo causou um prejuízo de R$ 50 milhões, utilizando empresas de fachada para vender os carros roubados.

No total, foram cumpridos 18 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão. Os policiais também apreenderam 30 carros de luxo e conseguiram, por meio de decisão judicial, o sequestro de 51 imóveis, além de depósitos de R$ 40 milhões.


Os suspeitos viviam em condomínios de luxo da capital. Além da receptação e adulteração de carros, os suspeitos também atuavam com o tráfico de drogas. “Geralmente, eles agiam na adulteração de caminhonetes e outros veículos com sinistro adquiridos em leilão. Todos os sinais identificadores eram trocados”, explicou o delegado Gustavo Rigo.

De acordo com as investigações, a quadrilha agia em dois grupos distintos, que eram chefiados por donos de lojas de veículos. Um dos núcleos era liderado por Luís César Martins de Souza e Luís Eduardo Martins de Souza – mais conhecidos como “Irmãos Bola” -, e proprietários das lojas Mega Imports, Mega Veículos e Mega Imports Auto. Eles mantinham um aparato empresarial para legitimar as ações criminosas. O outro núcleo ficava sob a responsabilidade de Lindermberg Hudson de Souza e Ulemberg Nunes de Lima, sócios da Maranata Veículos.

Um dos carros vinculados à quadrilha foi apreendido no ano passado, no Distrito Federal. Na caminhonete, foram encontrados explosivos e armas de fogo, como fuzis, pistolas, carregadores e munição. A suspeita é de que o veículo seria utilizado no resgate de detentos do sistema prisional.