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Bolsonaro nega crise política e diz que está tranquilo com aprovação da Previdência

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que não há uma crise política e nem riscos para a aprovação final da reforma da Previdência no Senado, prevista para terça-feira, apesar do racha dentro de seu partido, o PSL.


Por: Agência de Notícias Reuters - Lisandra Paraguassu

21 DE OUTUBRO DE 2019 / ÀS 10:10 / HÁ 6 HORAS


Presidente Jair Bolsonaro 18/10/2019 REUTERS/Adriano Machado

“É o Senado que resolve amanhã. Eu estou tranquilo e o Parlamento está tranquilo também. A responsabilidade é de todos nós”, disse o presidente a jornalistas durante um passeio pelas ruas de Tóquio, primeira parada de uma viagem de 10 dias pela Ásia e o Oriente Médio.


Questionado sobre a crise no PSL, que na semana passada atingiu o ápice com a suspensão de cinco deputados ligados a Bolsonaro, o presidente negou que exista e disse que foi inventada.


“Que crise política? Inventaram a crise política. Não há crise nenhuma, zero”, afirmou.


Nas últimas semanas, desde que Bolsonaro foi gravado dizendo a um apoiador que devia esquecer o PSL e que o presidente do partido, deputado Luciano Bivar (PE), estava “queimado”, a crise interna da sigla se agravou e rachou a bancada da legenda. Parte do grupo que se diz leal a Bolsonaro tenta controlar o PSL ou sair do partido sem ser afetado pela lei de fidelidade partidária.


Na semana passada, o grupo tentou retirar o atual líder da bancada, Delegado Waldir (GO), do cargo e emplacar o filho do presidente Eduardo Bolsonaro (SP), em uma manobra com o apoio de Bolsonaro, mas que não deu certo.


Em retaliação, o PSL suspendeu cinco parlamentares do grupo bolsonarista e ameaça tirar os filhos do presidente Eduardo e Flávio do controle dos diretórios do partido em São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente.


Bolsonaro afirmou que “essas coisas acontecem”. “É igual uma ferida, cicatriza naturalmente”, disse.


O presidente chegou nesta madrugada, horário do Brasil, a Tóquio, onde participa na terça-feita da cerimônia de entronização do novo imperador japonês, Naruhito. Terá ainda uma reunião bilateral com o primeiro-ministro, Shinzo Abe, e encontros com empresários japoneses e brasileiros.


A segunda etapa de viagem será a China, e em seguida Bolsonaro vai a Arábia Saudita, Emirados Árabes e Catar.