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Delator de Lula nega pressão da Lava-Jato para incriminar ex-presidente

Em carta enviada a jornal, Leo Pinheiro diz que fez a colaboração para 'passar a limpo erros'

O Globo

04/07/2019 - 07:58 / Atualizado em 04/07/2019 - 08:36


A delação de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, aguarda homologação e deve conduzir a novas operações da Lava Jato neste ano Foto: Reprodução

SÃO PAULO E RIO - O empresárioLeo Pinheiro , ex-executivo da construtora OAS , afirmou em carta enviada ao jornal "Folha de S.Paulo" que não mentiu em sua delação premiada e nem foi coagido pelos procuradores da operaçãoLava-Jato ao incriminar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O GLOBO revelou no último mês de janeiro que o empresárioassinou uma colaboração com a Procuradoria-Geral da República (PGR) ,  que ainda não foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


No domingo, reportagem publicada pela "Folha" em parceria com o site "The Intercept" dizia que a delação de Pinheiro era tratada com desconfiança pelo Ministério Público Federal (MPF) de Curitiba. Suposta troca de mensagens entre os procuradores mostra que ele passou a ser levado em consideração depois de mudar várias vezes a versão sobre a reforma do triplex do Guarujá e afirmar que foi reformado para Lula como propina.


O depoimento de Leo Pinheiro foi utilizado pelo então juiz da Lava-Jato, Sergio Moro, para condenar Lula no caso do tríplex em julho de 2017. Depois que a sentença foi confirmada na segunda instância, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a pena do petista a 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão em abril deste ano.


TRECHOS DA CARTA DE LÉO PINHEIRO REAFIRMAM ACUSAÇÕES CONTRA LULA

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Carta de Léo Pinheiro reafirma acusações contra Lula Foto: Reprodução


Delator de Lula nega pressão da Lava-Jato para incriminar petista Foto: Reprodução


Delator de Lula nega pressão da Lava-Jato para incriminar petista Foto: Reprodução


Anexos da delação de Léo Pinheiro abrangem ao menos 14 políticos de partidos como PSDB, MDB, PP, PT e DEM Foto: Reprodução


"A minha opção pela colaboração premiada se deu em meados de 2016, quando estava em liberdade e não preso pela Operação Lava Jato. Assim, não optei pela delação por pressão das autoridades, mas sim como uma forma de passar a limpo erros", afirma o delator, na carta divulgada pela "Folha" na manhã desta quinta-feira.


"Não sou mentiroso nem vítima de coação alguma", afirma. "A credibilidade do meu relato deve ser avaliada no contexto de testemunhos e documentos."