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Governo de Goiás homenageia servidores com websérie

Histórias marcam Semana do Servidor Público


Por: Secretaria de Comunicação - Governo de Goiás


Em comemoração ao Dia do Servidor, o Governo de Goiás lança, nesta segunda-feira, 21, uma websérie com a história de servidores do Estado. Além da websérie, a Secretaria de Comunicação preparou também um miniperfil de cada homenageado. A primeira história é do jornalista Ari Diógenes, que faz parte do Executivo estadual há 52 anos.


Ari Diógenes: há mais de cinco décadas 

Miniperfil Ari Diógenes: "Bença, pai"


O relógio nem havia chegado ao ponteiro cravado das 10 horas e ele já atendia ao telefonema do terceiro chefe de Estado naquela manhã de terça-feira.– Muito obrigado, governador. A honra é minha de receber seu abraço. Quem sacava o celular Samsung do bolso da calça social cinza clara era o jornalista Ari Diógenes, que completava, no dia 15 de outubro último,  76 primaveras. Ali, no jardim da entrada do Palácio das Esmeraldas, em frente ao busto do fundador de Goiânia, Pedro Ludovico Teixeira, "seu" Ari ou Arizinho, como é carinhosamente chamado pelos colegas, se via “do outro lado do balcão”, concedendo uma entrevista ao invés de fazê-la. – Tem certeza? Eu não tenho muito que falar, não...


Modéstia deste senhor natural da zona rural de São Gonçalo do Abaeté, Minas Gerais, que veio para Goiás em 1963, na época, inclusive, em que o Tocantins fazia parte do Estado. Seu Ari começou a trabalhar como servidor público em 1966, mas foi nomeado mesmo em 5 de junho de 1967, durante o governo de Otávio Lage. São mais de cinco décadas – 52 anos para ser mais exato – cobrindo todos os fatos que envolvem o Executivo Goiano. Trinta e nove deles passou em um cômodo do lado esquerdo do piso térreo do Esmeraldas, que quase levou o nome de “Sala de Imprensa Jornalista Ari Diogénes”. O repórter, muito bem humorado, contestou: – Não, não... Eu ainda não morri, não quero saber de homenagem, não...


Apesar de não querer ser reconhecido em vida, não dá pra não falar em Dia do Servidor Público e não se lembrar do "seu" Ari. Mesmo aposentado desde 1998, ele continua trabalhando no Centro Administrativo. Chega todo dia às seis horas da manhã, passa no posto da Avenida 84 para tomar uma coca-cola e vai para o 9º andar, onde está há 13 anos, agora junto aos novos servidores da recém-criada Secretaria de Comunicação (Secom). Na sala do senhor septagenário, os jornais do dia, que ele confere minuciosamente, e uma folha com os compromissos agendados do governador. Mas até chegar lá, ele faz questão de entrar em cada departamento e cumprimentar os colegas, que retribuem, cada um à sua maneira, mas sempre com carinho e bom humor: - “Bença”, pai!


Pois é bem essa figura paterna que "seu" Ari representa para os servidores. Aquele que dá o exemplo não só com palavras, mas com as atitudes. Pontual, sempre elegante – com roupa e sapato sociais, terno e gravata –, e disposto a dar o melhor que tem. “Ser servidor público, para mim, é uma alegria. Representa tudo, amo minha profissão. Significa atender bem a todos, de autoridades ao cidadão que aqui vem”, ensina ele.

E se alguém ainda duvida da disposição desse mineiro com coração e título de cidadão goiano, basta uma breve história para dissipar qualquer símbolo de interrogação. Em todo esse tempo de laboro, "seu" Ari foi vítima de três acidentes aéreos, quando estava a trabalho. Sim, ele é um sobrevivente. O último e mais grave sinistro foi no dia 30 de maio de 2000, quando retornava da região de Itapuranga e Ceres, e o King Air em que estava sofreu uma pane seca, caindo nas imediações do câmpus da Universidade Federal de Goiás (UFG), no Setor Itatiaia, em Goiânia.


Seu Ari, então com 57 anos, quebrou a clavícula, o braço e foi diagnosticado pelos médicos com um coágulo no cérebro. Ficou internado em estado gravíssimo por dois meses, com apenas 1% de chance de sobreviver. Mas ele se agarrou ao que tinha. Recuperado, voltou ao batente, está em seu 19ª governador – como gosta de frisar –, e diz que topa novos desafios, sim.


– Voaria de novo a trabalho?


– Ih, tranquilo! É só o governador me chamar!