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Para Wall Street, o Brasil está de volta!

Por; FORBES - Kenneth Rapoza 11 de julho de 2019 Negócios, Principal


Mercados têm celebrado no Brasil a reforma da Previdência, do ministro da Economia, Paulo Guedes

O Brasil passa por uma boa fase depois de um bom tempo. O Ibovespa é o melhor índice dos mercados emergentes, superando até a China e o mercado de ações de Trump. Tudo isso graças a um projeto de reforma da Previdência que já foi impopular, mas contou com dezenas de milhares de participantes em apoio ao novo presidente, Jair Bolsonaro, que deseja a mudança.


No último mês, o fundo de índice (ETF) iShares MSCI Brazil (EWZ) ganhou 7,5% contra apenas 2,24% do benchmark MSCI Emerging Markets Index (Índice de Mercados Emergentes, em português). Se você tivesse apostado US$ 10 mil no fim de semana de 4 de julho no ETF brasileiro, teria US$ 3,7 mil adicionais no seu rendimento anual.


Nesta semana, a BlackRock, maior empresa de gestão de ativos do mundo, recomendou que os investidores apostem no Brasil, ao afirmar que o país é melhor do que qualquer outro na Ásia, devido aos efeitos da guerra comercial entre China e EUA.


A economia brasileira ainda está lenta, no entanto. Os dados econômicos não são totalmente impressionantes. Os bancos vêm reduzindo o crescimento durante todo o ano. Mas a partir de agora até a reforma Previdenciária, os investidores negligenciam os fundamentos básicos de ação em economias lentas e apostam no bom andamento da economia brasileira.


O presidente Jair Bolsonaro teve um começo lento na reforma. O ministro da Economia, Paulo Guedes, um favorito de Wall Street, finalmente chegou ao Congresso. Sua reforma da Previdência é o que os mercados têm celebrado no Brasil.


Os próximos passos para a reforma da Previdência


A nova lei para a reforma Previdenciária passou por uma comissão e em primeiro turno na Câmara dos Deputados. Ainda não está concluída, mas, cada vez mais, aproxima-se disso. A Câmara dos Deputados concordou com a versão da comissão da reforma Previdenciária, que irá para o Senado, provavelmente com mudanças mínimas.


Os grandes investidores ainda gostam do Brasil, apesar do complicado cenário político e do crescimento ainda baixo.


Comparado ao resto do mundo emergente, o Brasil de Bolsonaro é um destaque. “Nós nos tornamos negativos com relação à maioria das ações de emergentes porque os mercados estão precificando muito o estímulo chinês”, diz Tony DeSpirito, diretor de investimentos da BlackRock. “Vemos oportunidades selecionadas nos mercados da América Latina”, aponta, ao citar o Brasil e o México.


Quando a reforma da Previdência estiver concluída, os investidores devem esperar um momento de vendas com base na crença de que os preços das ações caminharão de acordo com o esperado. Wall Street passará, então, para outros itens de grande valor na lista de afazeres de Bolsonaro, como a reforma tributária e, talvez, cortes nas taxas de juros, caso a economia continue lenta.