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Professores da rede estadual usam música como ferramenta pedagógica

Por Secretaria de Comunicação


Motivados pelo desafio de fisgar a atenção dos estudantes e estimular novas formas de conhecimento, professores da rede estadual de Goiás estão inovando e utilizando a música como ferramenta pedagógica. O vídeo (https://youtu.be/idXOp0f9r0s) de um desses profissionais com os seus alunos viralizou nas redes sociais recentemente e ganhou destaque em jornais locais e até no programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo.


O uso da música como metodologia de ensino é estimulado pela Secretaria da Educação de Goiás (Seduc), afirma a superintendente do Ensino Fundamental, Gisele Faria. Ela explica que a música é um facilitador de aprendizagem e traz o lúdico para a escola, incentivando a criatividade dos estudantes. “Quando o professor trabalha com música, está trazendo a realidade, o cotidiano do aluno para a sala de aula e o ensinar fica mais fácil. Os estudantes acham divertido e têm prazer em aprender”, ressalta a educadora.


A paródia também é um tipo de recurso muito utilizado nas salas de aula em Goiás e a superintendente afirma que essa é uma metodologia diferente, mas muito eficaz na memorização de conteúdos. “É muitíssimo interessante [o uso de paródias] até na alfabetização, porque alfabetizamos as crianças usando rima. Você pega o final da palavra e vai criando a consciência fonológica. A paródia é interessante porque ajuda na memorização da regra de matemática, física ou de língua portuguesa”.

Sucesso nas redes sociais


Ensinar inglês pela música sempre foi uma metodologia do professor Marcos Aurélio Borges, do Colégio Militar Padre Pelágio de Goianira, que há 15 anos trabalha na rede estadual de ensino. Mas seu método só ganhou repercussão após o vídeo em que canta com os seus alunos fardados do 6º ano a música “We Will Rock You”, da banda de rock Queen, viralizar na redes sociais. A postagem, feita em abril, tem hoje mais de 1,3 milhões de visualizações e mais de 28 mil compartilhamentos.


“Sou músico e sei que a música tem um atrativo interessante. Foi assim que comecei a gostar de inglês e então resolvi levar isso para eles de uma forma que pudessem se interessar pela disciplina e trabalhar a oralidade com as letras das músicas”, explica o professor.



Professor Marco Aurélio “Sou músico e sei que a música tem um atrativo interessante. Foi assim que comecei a gostar de inglês"


Professor em um colégio militar, Marcos Aurélio explica que nunca recebeu críticas em relação ao seu trabalho, pelo contrário. “Recebi apoio total”, conta. As aulas são planejadas e o conteúdo da disciplina é ministrado antes de inserir a música na sala de aula. Ele, contudo, não se limita às canções e trabalha filmes, séries e até expressões de videogames como forma de aproximar a escola com o cotidiano dos adolescentes.


“Trabalho com bandas clássicas das décadas de 1970 e 1980, como Bee Gees, Queen, Pink Floyd, Beatles, Jhon Lennon, Creedence, mas, às vezes a gente tem que incluir Beyonce, esse pop moderno. Isso faz com que eles sintam curiosidade e busquem conhecer mais. Tento mostrar que dá para aprender com filmes e videogames. Temos que falar a linguagem deles”, ressalta Marcos Aurélio.


Matemática cantada


Em Nova Veneza, é o professor José Francisco da Silva Júnior – mais conhecido como Júnior -, do Colégio Estadual José Peixoto, que tem chamado a atenção por conta de seu método diferente de ensinar matemática. Com uso de paródias de músicas de todos os estilos – do rock ao funk, passando pelo pagode e rap –, o discente ensina conceitos e fórmulas matemáticas a seus alunos.


“Vejo que eles conseguem memorizar mais o conteúdo, aprendem melhor assim do que se forem o quadro e o giz apenas. Se não se lembram do conteúdo, se lembram da música e, na hora que cantam, se lembram da matéria. Todo mundo gosta”, relata Júnior.


O professor conheceu esse método de ensino quando fazia cursinho pré-vestibular em uma escola particular e assim conseguiu superar os problemas que tinha com uma disciplina. “Sou aluno repetente de matemática e acabei fazendo esse curso por conta desse professor que me incentivava. A música me ajudou a vencer as dificuldades com matemática e acabei fazendo o curso como forma de superação.”


Júnior também diz ter recebido apoio da rede e da escola em relação à sua metodologia, que é planejada com muito cuidado. As músicas são inseridas em sala somente após ele ministrar o conteúdo e funcionam como uma espécie de reforço. O professor conta que a turma gosta tanto das paródias que muitas vezes tem de gravar as músicas a pedido dos estudantes. Chegou, inclusive, a decidir montar um estúdio de gravação. “É uma forma que achei de ajudar esses jovens da escola pública, que têm mais dificuldades. É uma forma de aproximar o conteúdo e a escola deles.”


Aprender cantando


A Física ficou mais simples e divertida para os alunos do Colégio Estadual Hermínio Rodrigues Leão de Santo Antônio da Barra, cidade no Sul goiano. Lá, o professor Marcos Paulo Chaves de Freitas conquistou os estudantes ao levar seu violão para a escola para ministrar o conteúdo da disciplina com canções de sua autoria. “Eu invento alguma coisa na hora e brinco com eles. A música em sala de aula serve para despertar o interesse dos alunos. Em Física, é mais fácil a gente cantar para memorizar”, explica.


Marcos Paulo ministra aulas de música no colégio e destaca o papel dessa arte na escola que, além de ajudar no desenvolvimento de raciocínio lógico e da criatividade, fomenta o bom comportamento entre os jovens. “A música tem o poder de criar talentos, pela música a gente pode cuidar de questões psicológicas e de disciplina”, finaliza.